Ontem dia 11/02 dia de Nossa Senhora de Lourdes, em nossa Paróquia Feliz
Nossa Senhora da Penha missa presidida pelo nosso amado Pe. Clécio,
com unção dos enfermos, benção da saúde com adoração ao Santíssimo
Sacramento, foi realmente uma chuva de bençãos e de muita unção.
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Mensagem do dia.. - por: Leonardo barreto
Um coração que está em Deus não se corrompe e é fiel à seus princípios, ou vc está em Deus ou não está a matemática é simples assim...
Evangelho do dia - 07/05/2015
Evangelho (Jo 15,9-11)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Mensagem do dia 10/02/2014.
Mensagem do dia.. - por: Leonardo barreto
As vezes em meio as dificuldades que encontramos em nosso dia a dia, nos entregamos, pois o fardo é pesado, mas se olhamos para trás veremos que existem pessoas com problemas maiores que os nossos, o que mais nos machuca é quando descobrirmos que não podemos ou não somos mais capazes de fazermos algo, mas é preciso crer que o importante não é fazermos o que queremos e gostamos, mas o que edifica e ajuda o próximo, pois não a nada melhor que que fazer o bem aos que amamos ou a quem ainda nem descobrimos que amamos.segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
A prática de ouvir a Deus
O importante é adquirir a prática de ouvir a Deus. Ouvir
não com o ouvido, mas com o coração. Ouvir a Deus é colher no coração o
que Ele inspira. A resposta do Senhor é semeada no nosso coração, no
mais íntimo do nosso ser, no mais profundo de nós mesmos, no cerne de
nós mesmos, lá onde Ele habita, lá onde Ele mora.
Se eu quiser saber a resposta do Senhor, devo procurar lá dentro, dentro de mim mesmo. Tenho de aprender a entrar no meu interior, a buscar dentro de mim. Não fora, não no barulho, não na movimentação, nem na minha cabeça.
Muitas vezes, queremos resolver todas as coisas com a cabeça, saber tudo com a cabeça. Precisamos ir, realmente, buscar, entrar em nós mesmos, em oração.
Todos sabemos como é bom orar, principalmente, em línguas, cantar em línguas, e depois ficar naquele silêncio. O que experimentamos não é um silêncio vazio, pelo contrário, é um silêncio pleno, um silêncio gostoso. Um silêncio pelo qual entramos dentro de nós mesmos. É lá que o Todo-poderoso vai semear as respostas de tudo aquilo que perguntamos.
Tudo é questão de aprender a ouvi-Lo. Ouvir não com os ouvidos, mas com a sabedoria de que Deus infunde no recesso do coração que reza.
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib
Se eu quiser saber a resposta do Senhor, devo procurar lá dentro, dentro de mim mesmo. Tenho de aprender a entrar no meu interior, a buscar dentro de mim. Não fora, não no barulho, não na movimentação, nem na minha cabeça.
Muitas vezes, queremos resolver todas as coisas com a cabeça, saber tudo com a cabeça. Precisamos ir, realmente, buscar, entrar em nós mesmos, em oração.
Todos sabemos como é bom orar, principalmente, em línguas, cantar em línguas, e depois ficar naquele silêncio. O que experimentamos não é um silêncio vazio, pelo contrário, é um silêncio pleno, um silêncio gostoso. Um silêncio pelo qual entramos dentro de nós mesmos. É lá que o Todo-poderoso vai semear as respostas de tudo aquilo que perguntamos.
Tudo é questão de aprender a ouvi-Lo. Ouvir não com os ouvidos, mas com a sabedoria de que Deus infunde no recesso do coração que reza.
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib
Adeílson trocou a recompensa por encontrar um jovem pelo tratamento de reabilitação
Nesse Sábado foi ao ar a história de um ex-viciado que recebeu uma recompensa, por encontrar um desaparecido, (esse Senhor perdeu tudo na vida por causa do Crack), porém ele não quis a recompensa, ele pediu um tratamento para se livrar do crack.
Essa história chama a atenção de um modo especial, pois em qualquer situação de erro em nossa vidas (o pecado), para poder nos levantarmos, o primeiro passo é reconhecer que estamos errados, depois querer vencer.
Nesse quadro ele poderia ganhar até 30 mil reais, porém ele já tinha avisado que o prêmio seria para contruir uma marcenária na clínica de tratamento e ajudaria a mãe, pois queria reparar algumas coisas que destruiu na vida.
Ele terá a chance de recomeçar com sua família e sua vida, ele disse uma frase: "as drogas é morrer emtodos os sentidos e eu não quero morrer quero viver", então fica um exemplo de fé e de superação para todos nós, ele está limpo do crack a mais de 160 dias, e nós de que precisamos ficar limpos?
Adeílson Carvalho leva R$10 mil para casa no Agora ou Nunca (Foto: Caldeirão do Huck / TV Globo)
O Agora ou Nunca deste sábado (08/02) fala sobre superação. Adeílson
Carvalho teve sua história contada no Jornal Nacional no começo do ano. A
reportagem relata o momento de virada na vida do marceneiro que se
envolveu com as drogas e tornou-se um viciado em crack.
Adeílson teve sua oportunidade de sair das drogas ao encontrar, em
Brasília, um estudante desaparecido e trocou a recompensa oferecida pela
família do rapaz por um tratamento de reabilitação, onde se encontra
desde agosto de 2013.
O marceneiro começou bem cumprindo suas provas, mas no final acabou não completando com sucesso a tarefa, mas levou o prêmio de R$10 mil, que pretende usar para ajudar a ONG que o acolheu durante o tratamento.
Fonte: http://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2014/02/agora-ou-nunca-da-oportunidade-para-ex-viciado-em-crack.html
Essa história chama a atenção de um modo especial, pois em qualquer situação de erro em nossa vidas (o pecado), para poder nos levantarmos, o primeiro passo é reconhecer que estamos errados, depois querer vencer.
Nesse quadro ele poderia ganhar até 30 mil reais, porém ele já tinha avisado que o prêmio seria para contruir uma marcenária na clínica de tratamento e ajudaria a mãe, pois queria reparar algumas coisas que destruiu na vida.
Ele terá a chance de recomeçar com sua família e sua vida, ele disse uma frase: "as drogas é morrer emtodos os sentidos e eu não quero morrer quero viver", então fica um exemplo de fé e de superação para todos nós, ele está limpo do crack a mais de 160 dias, e nós de que precisamos ficar limpos?
O marceneiro começou bem cumprindo suas provas, mas no final acabou não completando com sucesso a tarefa, mas levou o prêmio de R$10 mil, que pretende usar para ajudar a ONG que o acolheu durante o tratamento.
Fonte: http://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2014/02/agora-ou-nunca-da-oportunidade-para-ex-viciado-em-crack.html
Mensagem do dia 08/01/2014 - por - Leonardo Barreto.
Quando se é perguntado a maior importâcia na vida, quase 80% das pessoas
que conheço, respondem: A família. Mas o que se ver na realidade, são
pessoas interagindo e dando seu melhor a pessoas que não estão em sua
casa, ou as vezes estão, porém On-line, em casa são só acusações,
discursões e ofensas, muitas vezes o que se diz é que "não vejo a hora
de sair de casa, ser independente", ou apenas reina o silêncio e o
despreso.
Realmente a família é mais importante? precisamos rever nossos conceitos...
Leonardo Barreto.
Realmente a família é mais importante? precisamos rever nossos conceitos...
Leonardo Barreto.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Anunciar o Evangelho com humildade, pede Papa em homilia
Missa na Casa Santa Marta
Da Redação, com Rádio Vaticano
Anunciar
o Evangelho sem tirar proveito da condição de cristãos. Foi o que
afirmou o Papa Francisco em Missa nesta sexta-feira, 7, na Casa Santa
Marta. O Santo Padre desenvolveu sua homilia a partir do martírio de
João Batista e destacou que, como ele, o verdadeiro discípulo de Cristo
segue o caminho da humildade sem apropriar-se da profecia.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014, 8h26
Francisco
destacou que não se pode tirar proveito da condição de cristãos, mas
sim seguir caminho de humildade traçado por CristoDa Redação, com Rádio Vaticano
A trágica morte de João Batista é relatada no Evangelho do dia.
Francisco recordou sua vida dedicada ao anúncio do Evangelho, seu
empenho para a conversão de todos, sem apropriar-se de sua autoridade
moral. João foi um homem de verdade, que imitou Cristo na humildade,
rebaixando-se até a morte, disse Francisco.
Assim como Cristo, João teve uma morte
humilhante, momentos de angústia no cárcere, experimentando a escuridão
da alma. Mas Jesus respondeu a Ele, assim como o Pai respondeu a Jesus,
confortando-o.
“Anunciador de Jesus Cristo, João não se
apropria da profecia, ele é o ícone de um discípulo”, disse o Papa. A
fonte deste comportamento de João Batista está no encontro de Maria e
sua prima Isabel, quando João pulou de alegria no ventre de sua mãe.
Francisco explicou que aquele encontro encheu de alegria o coração de
João e o transformou em discípulo.
Segundo o Papa, fará bem aos homens de
hoje questionar-se sobre seus discipulados: se é um anúncio de Jesus ou
se aproveita-se da condição de cristãos como se fosse um privilégio.
“Seguimos no caminho de Jesus Cristo? O
caminho da humilhação, da humildade, do rebaixamento para o serviço? E
se nós chegamos à conclusão de que não estamos firmes nisto,
perguntemo-nos: ‘Mas quando foi o meu encontro com Jesus Cristo, aquele
encontro que me enche de alegria?’ E voltar ao encontro! Reencontrar o
Senhor e seguir adiante por este caminho tão belo, no qual Ele deve
crescer em nós e nós sermos diminuídos”.
Evangelho do dia...
Evangelho (Mc 6,30-34)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
— Palavra da Salvação.
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Menino enfrenta enchente em Bangladesh para salvar filhote de cervo
Pré-adolescente corajoso foi aplaudido por moradores após nadar em rio em fúria segurando animal com apenas uma de suas mãos; internautas estão nomeando garoto como "herói"
Belal é o nome do novo herói de Noakhali, em Bangladesh. O pré-adolescente arriscou sua própria vida ao enfrentar uma enchente na região para salvar um filhotinho de cervo.
O menino nadou no rio em fúria segurando o animal com apenas uma de suas mãos.
O fotógrafo Hasibul Wahab registrava os estragos causados pela enchente quando flagrou a atitude do jovem. Nas imagens, Belal aparece apenas com o braço para fora da água.
Ao atravessar o rio, salvar o bichinho e ainda sobreviver, o menino foi aplaudido por moradores que acompanharam o resgate. "O ato de coragem deste garoto foi fenomenal", disse o fotógrafo.
Divulgadas na rede social Imgur, as imagens estão sendo compartilhadas por milhares de internautas como "Belal, o herói".
A sequência de fotos abaixo mostra o resgate do cervo:
Fonte : http://revistagloborural.globo.com/Colunas/planeta-bicho/noticia/2014/02/fotos-menino-enfrenta-enchente-em-bangladesh-para-salvar-filhote-de-cervo.html
Fica aqui uma pergunta: Vale a pena correr esse risco?
O que falta hoje no ser humano é justamente o que esse menino fez em minha opinião: Colocar-se no lugar do outro, pois de que vale minha vida se eu não entrega-la ao meu próximo, esse menino prova que o amor a vida vence qualquer correnteza contrária.
Leonardo Barreto.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Casais em crise
Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo de São Salvador (BA) e Primaz do Brasil
“Acabou!” Com essa breve
observação, muitas pessoas descrevem o final de seu casamento. Por trás
desse verbo há crises, sofrimentos, desabafos e, não poucas vezes,
brigas infindas. Em que lugar foram enterrados os sorrisos do dia do
casamento e as promessas de fidelidade “até que a morte nos separe”? Em
que fase da vida se desvaneceu a certeza de que “ninguém será mais feliz
do que nós dois”? Como entender a amargura que tomou conta de um
relacionamento que parecia tão feliz?...
Nenhum casamento termina “de
repente”. Especialistas matrimoniais constatam que, normalmente, o
caminho da desintegração tem quatro etapas, profundamente interligadas –
isto é, cada etapa prepara e praticamente condiciona a seguinte.
Na primeira, começam a surgir
comentários negativos, um a respeito do outro. Mais do que se queixar
do esposo ou da esposa (a queixa refere-se a um comportamento
específico), multiplicam-se críticas que são sempre abertas,
indeterminadas, gerais: “Você é um chato!”; “Você está cada vez mais
insuportável!”. Há aqueles (ou aquelas) que sofrem calados: não aceitam o
comportamento do companheiro, mas não verbalizam isso. O problema é que
vão acumulando raiva em seu coração. Quando resolvem falar, não medem
as palavras. As agressões – verbais ou de fato – parecem ser de inimigos
mortais. Agora, o importante é humilhar o outro, para ficar claro que
não há mesmo possibilidade alguma de reconciliação.
Para não se chegar a esse
ponto, é preciso cultivar o diálogo. Mais do que escutar o outro, é
importante ter a capacidade de se colocar no lugar dele, para ver o
problema “do outro lado”. Um casal me confidenciou que, ao se casarem,
tomaram uma decisão que marcou suas vidas: prometeram um ao outro que
jamais dormiriam sem, antes, solucionar os problemas que pudessem ter
surgido entre eles durante o dia. “Solucionar”, no caso, significava
cultivar o perdão como atitude habitual. O perdão será menos difícil se
cada um, em vez de atacar o outro de forma generalizada, chamar a
atenção para erros concretos e para comportamentos que precisam ser
corrigidos.
Na segunda etapa, cresce o
desprezo pelo outro. Desprezar é uma forma de ignorar, de insultar, de
ferir. O desprezo vem sempre acompanhado da implicância, dos insultos,
da ridicularização. O objetivo a alcançar é a destruição do outro. O
importante é sair vencedor.
Só se supera essa etapa
quando ao menos um dos dois aceita não ver o outro como um inimigo, e
passa a acreditar que não precisa provar que é o mais forte. “Quando
estou fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10), diria o apóstolo
Paulo.
Na terceira etapa, quem foi
vítima de desprezo começa a se defender. Impõe-se a ideia de que a
melhor defesa é o ataque. Ninguém mais escuta ninguém. Acabou-se a
comunicação.
Consegue-se cortar essa
situação somente com a disposição de escutar o outro, de prestar atenção
nele, demonstrando que ele é importante.
Na quarta etapa, domina o
mutismo. Um dos dois passa a ficar em silêncio, talvez até com o desejo
de não piorar a situação. Mas, nessa hora, não é por aí que se soluciona
o problema. É preciso, sim, deixar claro que se está escutando o outro.
Ninguém consegue ficar indiferente diante de uma pessoa que lhe dá
atenção. Escutar e prestar atenção com um coração pronto a acolher é uma
maneira de criar pontes – pontes de diálogo e de perdão, pontes de
comunhão.
Por fim, o que poderia ter
sido escrito no começo: nos meus mais de quarenta anos a serviço da
Igreja, atendendo a inúmeros casais, nunca encontrei um casal que
rezasse diariamente, que colocasse Deus no centro de suas vidas e que
tenha passado por crises matrimoniais insuperáveis. Para dizer isso de
forma positiva, lembro a resposta que uma jovem me deu, quando lhe
perguntei como estava a sua vida, já que havia se casado dois anos
antes: “Meu marido sabe que eu amo a Deus mais do que a ele. Eu sei que
meu marido ama a Deus mais do que a mim. A partir daí, tudo fica mais
fácil e tudo se resolve sem grandes dificuldades...”
Fonte: http://www.bethania.com.br/artigos/casais-em-crise
Papa institui comissão de proteção a vítimas de pedofilia
Com a comissão, Francisco dá continuidade à linha adotada por Bento XVI de proteção às crianças vítimas de abusos
Da Redação, com Rádio Vaticano
O
Papa Francisco decidiu criar uma comissão específica para a proteção de
crianças vítimas de pedofilia. A informação foi dada em coletiva de
imprensa, nesta quinta-feira, 5, sobre o terceiro e último dia de
reunião do Papa com o conselho de cardeais que auxilia no governo da
Igreja e na reforma da Cúria Romana.
Da Redação, com Rádio Vaticano
Quem informou sobre a nova comissão foi o
Arcebispo Metropolitano de Boston (EUA) e membro do Conselho, Cardeal
Seán Patrick O’Malley. Ele esteve na coletiva juntamente com o porta-voz
do Vaticano, padre Federico Lombardi.
A finalidade da comissão é aconselhar o
empenho da Santa Sé na proteção das crianças e na atenção pastoral com
as vítimas dos abusos. Especificamente, haverá referências sobre o
estado atual dos programas para a proteção da infância, sugestões para
novas iniciativas, por parte da Cúria, em colaboração com os bispos, as
conferências episcopais e os superiores religiosos.
Cardeal O’Malley explicou que, com a
comissão, Francisco dará continuidade à linha adotada pelo Papa emérito
Bento XVI e acolherá a proposta do Conselho. Ele disse que Bento XVI já
trazia essa questão no coração e Francisco a executou. “Decisão de Papa
Francisco está em continuidade com a linha assumida por Bento XVI em
relação ao abuso de menores”, disse.
A comissão será de caráter internacional
e formada por 12 pessoas, na maioria leigos. “A composição e as
competências da comissão serão indicadas, em breve, com maiores detalhes
pelo Santo Padre com documento apropriado”, informou Dom O’Malley.
O primeiro passo para o perdão
O primeiro passo para o perdão
Há necessidade de confessarmos os nossos pecados para sermos perdoados.
O início do processo da confissão dos pecados está no reconhecimento de nossas falhas. Infelizmente, é difícil para nós reconhecer os nossos pecados. Damos muitas desculpas. Outras vezes, ficamos com vergonha, temos medo de contar nossas falhas.
Confessar significa colocar às claras, dar testemunho, reconhecer as nossas faltas. Quando reconhecermos nossos erros e nos arrependermos deles, a misericórdia do Pai nos alcançará.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Entrevista completa de Dom Tomasi sobre relatório da ONU
Leia entrevista completa do Observador da Santa Sé na ONU sobre o relatório divulgado hoje pelo Comitê de Direitos da Infância
Rádio VaticanoTradução: Liliane Borges
Relatório
da ONU parece não ser atualizado, tendo em conta o que nos últimos anos
tem sido feito em nível da Santa Sé e em vários países, diz Dom Tomasi
(Foto: news.va)
O observador
permanente da Santa Sé, Dom Silvano Tomasi, concedeu uma entrevista à
Rádio Vaticano, nesta quarta-feira, 5, sobre o relatório do Comitê de
Direitos da Infância, ligado à ONU. O documento faz críticas ao
Vaticano, referentes às medidas de proteção às crianças e às ações
diante dos casos de abuso sexual.
O arcebispo qualificou o relatório como negativo e privado de clareza. E afirmou que não houve concordância entre o que a Santa Sé declarou e as conclusões do Comitê.
Reportamos abaixo a entrevista na íntegra:
Repórter: Como a Santa Sé reagiu a essas acusações?
Dom Tomasi – O Comitê da Convenção sobre os Direitos da Criança foi publicado oficialmente hoje e suas conclusões e recomendações para os países que foram analisados durante esta 65 ª sessão e que são: Congo, Alemanha, Santa Sé, Portugal, Federação Russa e Iêmen.
Dom Tomasi – O Comitê da Convenção sobre os Direitos da Criança foi publicado oficialmente hoje e suas conclusões e recomendações para os países que foram analisados durante esta 65 ª sessão e que são: Congo, Alemanha, Santa Sé, Portugal, Federação Russa e Iêmen.
A primeira impressão: temos que esperar,
ler atentamente e e analisar de modo detalhado o que escreveram os
membros desta Comissão. Mas a primeira reação é de surpresa, porque o
aspecto negativo do documento que eles produziram é que parece que já
havia sido preparado antes da reunião da Comissão com a Delegação da
Santa Sé, que deu detalhadamente respostas precisas sobre vários pontos
, que não foram, relatadas neste documento conclusivo, ou pelo menos
não parece ter sido levado em séria consideração.
Na verdade, o documento parece não ser
atualizado, tendo em conta o que nos últimos anos tem sido feito em
nível da Santa Sé, com as medidas tomadas diretamente pelo Estado da
Cidade do Vaticano e, em seguida, em vários países pelas Conferências
Episcopais.
Portanto, falta a prospectiva correta e
atualizada, que possui realmente uma série de mudanças para a proteção
das crianças, que me parece difícil de encontrar, no mesmo nível de
compromisso, em outras instituições ou até mesmo de outros Estados. Isto
é simplesmente uma questão de fatos, de evidência, que não podem ser
distorcidos!
Repórter – Como responder de modo preciso as acusações do Comitê da ONU?
Dom Tomasi – Não se pode
em dois minutos, certamente, responder a todas as afirmações feitas –
algumas muito incorretas – no documento conclusivo do Comitê.
A Santa Sé responderá, porque é um
membro, um Estado parte da Convenção: ratificado e tem a intenção de
observar o espírito e a letra da Convenção, sem acréscimos ideológicas
ou imposições que estejam fora da própria Convenção.
Por exemplo, a Convenção sobre a proteção
das crianças em seu preâmbulo, fala da defesa da vida e da proteção das
crianças, antes e após o nascimento, enquanto a recomendação que é
feita para a Santa Sé, é mudar sua posição sobre a questão do aborto! É
claro que, quando uma criança é morta não tem mais direitos! Então, essa
me parece uma contradição real com os objetivos fundamentais da
Convenção, que é o de proteger as crianças.
Esta Comissão não fez um bom serviço para
as Nações Unidas, tentando introduzir e pedir à Santa Sé para mudar o
seu ensinamento que não é negociável! Portanto, é um pouco triste ver
que o Comitê não compreendeu completamente a natureza e as funções da
Santa Sé, que, embora tenha expressado claramente ao Comitê a sua
decisão de levar adiante os requisitos da Convenção sobre os Direitos da
Criança, mas definindo com precisão e protegendo em primeiro lugar
aqueles valores fundamentais que fazem a proteção real e eficaz da
criança.
Repórter – A ONU disse
em um primeiro momento que o Vaticano havia respondido melhor que outros
países sobre a proteção dos menores. O que mudou ?
Dom Tomasi – Na
introdução do relatório conclusivo é reconhecida a clareza das respostas
enviadas; não foi evitada nenhuma pergunta feita pela Comissão, com
base na evidência disponível, e quando não havia uma informação
imediata, foi prometido fornecê-la no futuro, de acordo com as
diretrizes da Santa Sé, e como fazem todos os governos. Então, parecia
um diálogo construtivo, e eu penso que deva permanecer assim.
Portanto, dada a impressão obtida com o
diálogo direto da Delegação da Santa Sé com a Comissão e o texto das
conclusões e recomendações, vem a tentação em dizer que provavelmente o
texto já havia sido escrito e que não reflete os pontos e a clareza,
mas sim adições precipitadas, do que já havia acontecido. Portanto,
devemos, com serenidade e com base em evidências – porque não temos nada
a esconder! - levar adiante as explicações e posições da Santa Sé,
responder às perguntas que ainda permanecem, de modo que o objetivo
fundamental que se quer alcançar – a proteção das crianças – possa ser
alcançado.
Se fala de 40 milhões de casos de abuso
de crianças no mundo, mas, infelizmente, alguns desses casos – embora
muitos pequenos em comparação com tudo o que está acontecendo no mundo –
dizem respeito à pessoas da Igreja. E a Igreja respondeu, reagiu e
continua a fazê-lo! Devemos insistir nesta política de transparência,
de não tolerância dos abusos, porque um só caso de abuso de uma criança,
é algo muito sério!
Repórter – Portanto, o que pode ter acontecido?
Dom Tomasi –
Provavelmente as Organizações não-governamentais – que têm interesses
sobre a homossexualidade, sobre o casamento gay e outras questões –
tiveram certamente apresentaram suas observações e, de algum modo,
reforçaram uma linha ideológica.
Fonte: http://noticias.cancaonova.com/entrevista-completa-de-dom-tomasi-sobre-relatorio-da-onu/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=entrevista-completa-de-dom-tomasi-sobre-relatorio-da-onu
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Papa critica poder, luxo e dinheiro; pede compartilhamento
O
papa voltou a criticar o poder, o luxo e o dinheiro que se transformam
em ídolos e que impedem a distribuição justa das riquezas
É
o que se lê na mensagem do papa argentino para a Quaresma – o período
anterior à Semana Santa – que foi apresentado hoje pelo Vaticano e cujo
tema principal é a pobreza material e espiritual.
“Quando
o poder, o luxo e o dinheiro se transformam em ídolos, se antepõem à
exigência de uma distribuição justa das riquezas. Portanto, é necessário
que as consciências se transformem à justiça, à igualdade, à sobriedade
e ao compartilhar”.
Além
disso, Francisco expressou sua preocupação com a que chamou miséria
moral, e que “consiste em se tornar escravo do vício e do pecado”.
“Quantas
famílias vivem angustiadas porque algum de seus membros –
frequentemente jovem – tem dependência do álcool, das drogas, do jogo ou
da pornografia!”, lamentou o pontífice de Buenos Aires.
Francisco
também denunciou que tantas pessoas “se vejam obrigadas a viver essa
miséria por condições sociais injustas, por falta de um trabalho, o que
lhes priva da dignidade que dá levar o pão a casa, por falta de
igualdade e respeito aos direitos à educação e à saúde”.
“Nesses
casos a miséria moral bem poderia se chamar suicídio incipiente. Essa
forma de miséria, que também é causa de ruína econômica, sempre vai de
mãos dadas com a miséria espiritual, que vivemos quando nos afastamos de
Deus e rejeitamos seu amor”.
O
papa concluiu que “o Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria
espiritual” e então pediu aos católicos “seguir e imitar Jesus, que foi
em busca dos pobres e dos pecadores como o pastor com a ovelha perdida,
e o fez cheio de amor. Unidos a Ele, podemos abrir com coragem novos
caminhos de evangelização e promoção humana.”
Para
o papa, a Quaresma é adequada para “nos perguntarmos de que podemos nos
privar a fim de ajudar e enriquecer outros com nossa pobreza.”
O
pontífice destacou que, no entanto, que “a verdadeira pobreza dói” e
que “não é válido um despojamento sem essa dimensão penitencial”.
“Desconfio da esmola que não custa e não dói”, afirmou.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Deus age por meio da humildade
Davi, quando foi ungido, era
o menor dos irmãos; e nem mesmo Samuel imaginava que seria ele o
escolhido do Senhor. Samuel queria ungir o filho mais velho, pois este
era mais bonito e mais forte, mas Deus lhe disse: “Não, Samuel, vá
devagar, porque os homens veem a aparência, mas eu vejo o coração”.
Samuel teve de aprender. Não foi nenhum daqueles irmãos que o Senhor escolheu, mas sim o último, o que o profeta nem imaginava que existisse, que Deus mandou ungir. Talvez você seja um “vasinho” como Davi, mas é com você que o Todo-poderoso quer agir. Ele pode transformá-lo.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Samuel teve de aprender. Não foi nenhum daqueles irmãos que o Senhor escolheu, mas sim o último, o que o profeta nem imaginava que existisse, que Deus mandou ungir. Talvez você seja um “vasinho” como Davi, mas é com você que o Todo-poderoso quer agir. Ele pode transformá-lo.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
domingo, 26 de janeiro de 2014
Não justificar-se diante de Deus, mas reconhecer os próprios pecados, exorta o Papa
O Papa Francisco afirma que reconhecer os próprios pecados diante de Deus é uma graça
Liliane Borges
Da Redação, com Rádio Vaticano

Liliane Borges
Da Redação, com Rádio Vaticano
O Pontífice afirma que ao confessar, devemos ser como as crianças: concretos e simples / Foto: Arquivo
A confissão dos pecados feita com
humildade é o que a Igreja pede a todos nós, declarou o Papa Francisco,
na homilia realizada nesta sexta-feira, 25, na Casa Santa Marta, no
Vaticano.
O Pontífice centrou o seu discurso no
sacramento da reconciliação (confissão), encorajando a todos a não
esconder os próprios pecados, mas confessá-los com sinceridade.
A partir da Carta de São Paulo aos Romanos – o Papa destaca a coragem do apóstolo em reconhecer publicamente que
em sua carne “não habita o bem”, e por isso não faz o bem que gostaria,
mas o mal. Francisco ressalta que isso acontece na vida de todo o
cristão, e por esse motivo o sacramento da reconciliação é um grande
auxílio.
“E esta é a luta dos cristãos. É a nossa
luta de todos os dias. E nós nem sempre temos a coragem de falar como
Paulo sobre essa luta. Sempre procuramos uma via de justificação. Mas
sim, somos todos pecadores”, afirmou o Papa. Ele assegura que se não
reconhecemos os nosso pecados, não poderemos alcançar o perdão de Deus.
“Alguns dizem: ‘Ah, eu me confesso com
Deus’. Mas assim é fácil é como confessar-se por e-mail. Deus está longe
e não há um face a face”, alertou o Papa ao falar sobre a indisposição
que muitos católicos têm em procurar um confessor.
Por outro lado, destaca Francisco,
alguns dizem confessar-se com facilidade, “mas ao falar de seus pecados o
fazem de modo tão distante que seria melhor não ter se confessado”.
Francisco alerta que confessar-se não
significa ir a uma consulta com um psiquiatra, e nem ir a uma sala de
tortura, é simplesmente dizer ao Senhor: “eu sou pecador”. E a presença
de um irmão (sacerdote), diz o Papa, é um modo de ser concreto na
confissão.
“Os pequenos têm sabedoria. Quando uma
criança se confessa, nunca diz uma coisa geral. ‘Padre, eu fiz isso, eu
fiz aquilo à minha tia, para aquele eu disse essa palavra’, e dizem a
palavra. São concretos, hein? Eles possuem aquela simplicidade da
verdade”, ressalta o Papa. Segundo o Pontífice, os adultos tem a
tendência de esconder sempre os próprios pecados.
Ao concluir a homilia, o Papa Francisco
destacou que ter vergonha dos próprios pecados diante de Deus é uma
graça. “Pensemos em Pedro quando, depois do milagre de Jesus no lago,
disse: ‘Mas, Senhor, afasta-te de mim, eu sou pecador’. Ele se
envergonha de seus pecados diante da santidade de Jesus Cristo”,
explicou o Papa.
domingo, 24 de novembro de 2013
Na vida precisamos de amigos
Padre Fábio de Melo
Foto: Maria Andreia/Cancaonova.com
:: Evangelho do dia
O amor entre um homem e uma mulher é profundo, assim como o amor de uma mãe para com um filho e o de irmão para irmão também são profundos. O vínculo fraterno também é muito forte, um amigo sincero é aquela pessoa que consegue nos "acessar" por inteiro; tenho a sensação de que a amizade antecipa a eternidade. Todo vínculo, até entre marido e mulher, precisa passar pelo vínculo fraterno, precisa haver um laço de amizade, assim como esse sentimento é necessário na relação entre mãe e filho. Porque o vínculo fraterno é o mais definitivo, talvez porque seja o mais livre. Esse amor nos mostra o que é eterno.
Você continua amando seu filho como mãe; o marido continua amando a mulher com o amor esponsal, e o amor materno e paterno não nos são suficientes após experimentarmos as outras formas de amor, pois precisamos nos amar fraternalmente.
Jesus poderia ter se casado, mas escolheu doar-se aos outros. Os padres não se casam por três motivos. O primeiro é cristológico, Cristo não se casou; o segundo é eclesiológico, pois somos servidores da Igreja; e o terceiro é escatológico. O padre e a freira fazem a opção pela castidade e vivem, aqui na terra, o que um dia viverão no céu.
Como padre, preciso amar o mundo, declarar que sou amigo da humanidade. Eu escolhi fazer da minha existência uma vida de dedicação. Eu o escolhi livremente, para ensinar com minha vida que nasci para ser para o outro. Eu escolhi ser amigo da humanidade.
Nunca na minha vida eu escutei esta frase: "Eu sou obrigado a ser seu amigo!"
Não, eu não sou obrigado a ser seu amigo, mas escolho ser seu amigo. Nós não
escolhemos os amigos, eles acontecem na nossa vida. E no lado de um verdadeiro
amigo não vemos o tempo passar. O homem mais pobre é aquele que não tem
amigos.
Quantos amigos você tem? O amigo de verdade nasce no momento que construimos a ressurreição. Nós precisamos de amigos, para suportar o limite da vida, precisamos de amigos para suportar a existência.
Não perca tempo! Faça amigos! O verdadeiro amor fraterno é aquele que deseja para nós aquilo que Deus quer.
Quando amamos e somos amados de forma fraterna conseguimos antecipar a eternidade. Permita-se ser amigo do seu filho, de seu marido, porque, na eternidade, não haverá mais vínculo de marido e mulher, de pais e filhos, quando chegarmos ao céu seremos todos amigos irmãos.
Pé na estrada e fé em Deus, pois é na estrada que encontramos os verdadeiros amigos.
Transcrição e adaptação: Elcka Torres
Quantos amigos você tem? O amigo de verdade nasce no momento que construimos a ressurreição. Nós precisamos de amigos, para suportar o limite da vida, precisamos de amigos para suportar a existência.
Não perca tempo! Faça amigos! O verdadeiro amor fraterno é aquele que deseja para nós aquilo que Deus quer.
Quando amamos e somos amados de forma fraterna conseguimos antecipar a eternidade. Permita-se ser amigo do seu filho, de seu marido, porque, na eternidade, não haverá mais vínculo de marido e mulher, de pais e filhos, quando chegarmos ao céu seremos todos amigos irmãos.
Pé na estrada e fé em Deus, pois é na estrada que encontramos os verdadeiros amigos.
Transcrição e adaptação: Elcka Torres
Fé em Deus e mãos à obra!
Eugênio Jorge
Foto: Wesley
Almeida/cancaonova.com
Deixemos que esta Palavra se cumpra em nós! Quanto ensinamento temos nessa passagem do Evangelho! Esta passagem bíblica, para nós homens do campo que gostamos de mexer na terra, tem um significado ainda mais profundo por vermos a semelhança existente entre o cultivo da terra e a realidade dos nossos corações e das nossas vidas.
Há pouco tempo, fiz uma descoberta maravilhosa: descobri como é boa a vida no campo. Atento a tantas outras coisas como o trabalho, as viagens em missão, não me dava a oportunidade de fazer a experiência do campo. E hoje estou tão encantado com essa experiência que parece que faço isso a vida toda! Tenho descoberto o valor da terra, que não é apenas jogar as sementes no solo, mas estar atento a tudo o que ela envolve, como a chuva e o melhor tempo para o cultivo.
Descobri que, antes de jogar a semente na terra, é preciso fazer uma análise do solo. Certa vez, comprei cinco quilos do melhor milho que havia e plantei. Só depois fui perceber que a terra poderia não estar boa e que, se fosse possível, precisaria ser corrigida. É isso mesmo, irmãos, muitas vezes queremos acertar, mas acabamos fazendo a coisa errada. Nós precisamos fazer a vontade de Deus e andar no centro do que Ele quer de nós. Felicidade é estar no centro da vontade de Deus. Então corrigi a terra, pois realmente ela não estava boa para o plantio, coloquei nela tudo aquilo que me orientaram e, depois de um ano, depois de ter corrigido o solo, plantei as sementes. Amados, não podemos desistir! Uma vez que percebemos que a "terra" da nossa vida não está boa precisamos corrigi-la. Isso é fé! Por isso, depois de três meses, começamos a colher as primeiras espigas.
A Palavra de Deus nos fala do semeador que, ao escolher a melhor semente, deseja encontrar o melhor terreno. A terra é o nosso coração, a nossa vida. Há pouco cantamos a música: “Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumenta a minha fé [...]", ao pedir isso, quero que o Senhor me leve à perfeição da Sua vontade, para que, movido por Sua misericórdia, eu possa realizar todas as coisas e que eu viva pela fé, pela esperança e pelo amor.
Dá-nos, Senhor, uma fé viva! Que das sementes que plantamos possam brotar outras plantas e frutos. Talvez as pessoas que mais traduzam na vida o amor pelos irmãos sejam vocês: os homens do campo. Vocês que nos acompanham agora com o rádio de pilha e que levam leite, semente e plantas a todos, saibam que seu trabalho é uma bênção para todos nós! Sigam em frente, não desanimem! Bem como as mulheres, que, muitas vezes, fazem o trabalho sozinhas, na luta de cada dia.
Se você semear, com fé, a bênção que Deus confiou a você, não só no campo, mas na vida, Ele há de regá-la, pois um é quem planta, outro é que colhe, mas quem faz crescer é o Senhor. Mãos à obra pela oração, pois o Senhor é fiel e cumpre o que promete.
Transcrição e adaptação: Luana Oliveira
Ano da Fé termina neste domingo com um grande ensinamento
Ano da Fé termina neste domingo com um grande ensinamento
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte
Arquivo Arquidiocese de BH
Ano da Fé reforça a importância de se viver a fé como dom, afirma Dom Walmor
Encerrando o Ano da Fé
Com a celebração da Festa de Cristo Rei do Universo, neste domingo, 24, a Igreja Católica no mundo inteiro se une, de maneira especial, ao Papa Francisco, no encerramento do Ano da Fé.
O Papa emérito Bento XVI foi quem convocou a vivência do Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro de 2012, quando se celebrava o cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Uma data relevante para a vida e missão da Igreja na sua tarefa de fazer de todos discípulos e discípulas de Jesus.
O grande propósito deste Ano da Fé foi exatamente a oportunidade para um aprofundamento, compreensão e vivência da fé como experiência de encontro pessoal com Jesus, única pessoa que pode dar à vida, de maneira duradoura, um novo horizonte e, com isto, como afirmou o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus é Amor, uma direção decisiva.
Nessa oportunidade oferecida, como necessidade permanente, está a importância de apropriações conceituais fundamentais que norteiam a vida de modo diferente, qualificando-a a partir de sua compreensão como dom de Deus. É claro que a fé não é uma simples apropriação de conceitos.
A importância deles na vivência do dom da fé se define pela luz própria que a razão indispensavelmente traz para que a pessoa avance na direção da verdade que liberta completamente.
O bem-aventurado João Paulo II, na sua Carta Encíclica sobre a Fé e a Razão, introduz esta temática sublinhando que “a fé e a razão são como duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.
João Paulo II completa lembrando-nos que “foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de conhecer a Ele, para que o conhecendo e amando-o, possa também chegar à verdade plena sobre si”.
A razão é uma alavanca decisiva no caminho da vida humana, na vivência da história, na construção da sociedade. É convincente e fácil de perceber, analisando a história, que os descompassos da humanidade vieram das irracionalidades. Basta pensar sobre guerras, exclusão social, manipulações e totalitarismos.
Determinante também é o dom da fé. Sua profunda compreensão e sua vivência qualificam a cultura, corrigem os rumos da história e iluminam o caminho da humanidade, proporcionando a experiência de sentido que faz a vida valer a pena, ser construída com dignidades e altruísmos insuperáveis.
O dom da fé é uma experiência que avança para além da razão, na sua notável propriedade de alcançar lucidez para encontrar soluções.
A luz da fé permite lidar com questões que estão inevitável e inexoravelmente no horizonte da existência humana: “Quem sou eu? De onde venho e para onde vou? Por que existe o mal? O que existirá depois desta vida?” Somente a fé permite lidar com o mistério que estas interrogações tocam, proporcionando uma compreensão coerente.
Esta consideração convence de que a fé não se reduz a simples sentimento. Também não pode ser compreendida como um caminho que simplesmente traz soluções imediatistas, para desgastes existenciais comuns na contemporaneidade. Menos ainda deve ser buscada como produção de experiências milagreiras, promessa de mesquinhas prosperidades e clamorosas manipulações, advindas do usufruto irracional das fragilidades humanas.
O ano especial que se encerra no próximo domingo reforça a importância de se viver a fé como dom. Concretamente, vale prestar atenção, analisar e avaliar, como exemplo, o grande patrimônio de trezentos anos da cultura mineira.
Nele se pode constatar convictamente o papel decisivo e qualificador da fé cristã, particular e reconhecida referência à fé cristã católica, gerando um conjunto cultural, histórico, artístico e religioso que abrange toda a Minas Gerais.
Este Ano da Fé, relembra o Papa Francisco, na sua primeira Carta Encíclica, permitiu viver, cotidianamente, o empenho para recuperar o caráter de luz que é próprio da fé. O Papa lembra que quando esta luminosidade se apaga, todas as outras luzes acabam por perder o seu vigor.
A fé é o caminho para o amor, que verdadeiramente transforma a vida. É hora de investir na vivência autêntica, profética e comprometida da fé, na cultura da paz, apelo e meta no encerramento deste ano especial.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte
Com a celebração da Festa de Cristo Rei do Universo, neste domingo, 24, a Igreja Católica no mundo inteiro se une, de maneira especial, ao Papa Francisco, no encerramento do Ano da Fé.
O Papa emérito Bento XVI foi quem convocou a vivência do Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro de 2012, quando se celebrava o cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Uma data relevante para a vida e missão da Igreja na sua tarefa de fazer de todos discípulos e discípulas de Jesus.
O grande propósito deste Ano da Fé foi exatamente a oportunidade para um aprofundamento, compreensão e vivência da fé como experiência de encontro pessoal com Jesus, única pessoa que pode dar à vida, de maneira duradoura, um novo horizonte e, com isto, como afirmou o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus é Amor, uma direção decisiva.
Nessa oportunidade oferecida, como necessidade permanente, está a importância de apropriações conceituais fundamentais que norteiam a vida de modo diferente, qualificando-a a partir de sua compreensão como dom de Deus. É claro que a fé não é uma simples apropriação de conceitos.
A importância deles na vivência do dom da fé se define pela luz própria que a razão indispensavelmente traz para que a pessoa avance na direção da verdade que liberta completamente.
O bem-aventurado João Paulo II, na sua Carta Encíclica sobre a Fé e a Razão, introduz esta temática sublinhando que “a fé e a razão são como duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.
João Paulo II completa lembrando-nos que “foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de conhecer a Ele, para que o conhecendo e amando-o, possa também chegar à verdade plena sobre si”.
A razão é uma alavanca decisiva no caminho da vida humana, na vivência da história, na construção da sociedade. É convincente e fácil de perceber, analisando a história, que os descompassos da humanidade vieram das irracionalidades. Basta pensar sobre guerras, exclusão social, manipulações e totalitarismos.
Determinante também é o dom da fé. Sua profunda compreensão e sua vivência qualificam a cultura, corrigem os rumos da história e iluminam o caminho da humanidade, proporcionando a experiência de sentido que faz a vida valer a pena, ser construída com dignidades e altruísmos insuperáveis.
O dom da fé é uma experiência que avança para além da razão, na sua notável propriedade de alcançar lucidez para encontrar soluções.
A luz da fé permite lidar com questões que estão inevitável e inexoravelmente no horizonte da existência humana: “Quem sou eu? De onde venho e para onde vou? Por que existe o mal? O que existirá depois desta vida?” Somente a fé permite lidar com o mistério que estas interrogações tocam, proporcionando uma compreensão coerente.
Esta consideração convence de que a fé não se reduz a simples sentimento. Também não pode ser compreendida como um caminho que simplesmente traz soluções imediatistas, para desgastes existenciais comuns na contemporaneidade. Menos ainda deve ser buscada como produção de experiências milagreiras, promessa de mesquinhas prosperidades e clamorosas manipulações, advindas do usufruto irracional das fragilidades humanas.
O ano especial que se encerra no próximo domingo reforça a importância de se viver a fé como dom. Concretamente, vale prestar atenção, analisar e avaliar, como exemplo, o grande patrimônio de trezentos anos da cultura mineira.
Nele se pode constatar convictamente o papel decisivo e qualificador da fé cristã, particular e reconhecida referência à fé cristã católica, gerando um conjunto cultural, histórico, artístico e religioso que abrange toda a Minas Gerais.
Este Ano da Fé, relembra o Papa Francisco, na sua primeira Carta Encíclica, permitiu viver, cotidianamente, o empenho para recuperar o caráter de luz que é próprio da fé. O Papa lembra que quando esta luminosidade se apaga, todas as outras luzes acabam por perder o seu vigor.
A fé é o caminho para o amor, que verdadeiramente transforma a vida. É hora de investir na vivência autêntica, profética e comprometida da fé, na cultura da paz, apelo e meta no encerramento deste ano especial.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte
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